Nada era mais adulto do que preencher um cheque

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Observava atentamente como os meus pais escreviam sobre aquela folha para seguir à risca quando eu crescesse e chegasse a minha vez. Ao lado do último zero do valor, no topo à direita, recomendava-se acrescentar um sustenido.

Em seguida, escrever por extenso o valor. Parecia tema do colégio: trezentos e quarenta e cinco cruzeiros e oitenta e nove centavos. Após assinar e marcar a data, o pai fazia rapidamente uma série de traços paralelos que davam toda a elegância para aquele rito. “Tem que cruzar”, dizia ele.

Às vezes, o atendente pedia que se acrescentasse no verso o número de um telefone. Quantos cheques sem fundos voaram no mercado até então, embora isso não significasse muito para quem planejava um calote. Em outras ocasiões, o pai pedia para que a pessoa também assinasse atrás. “Tem que endossar”, dizia ele.

O tempo passou e chegou a minha vez. Com 17 anos e após ingressar no meu primeiro emprego, recebi um talão de cheques novinho do Banrisul. Decidi estrear na Manlec, após insistência da mãe em comprar uma escrivaninha nova para o meu quarto. Levei a caneta de casa, afinal seria o ápice da minha fase adulta. Pela primeira vez, aquele garotinho que brincava de Banco Imobiliário assinaria um cheque de verdade. Poderoso? Rico? Que nada!

Esqueci que o meu salário era tão minguado que não foi possível pagar aqueles R$ 350 à vista. Preenchi 10 cheques de R$ 35. O braço cansou, a graça acabou e conheci a verdadeira sensação de que a vida real na fase adulta não é apenas o charme de escrever um papelzinho.

Crédito ou débito? Hoje em dia, até prefiro ouvir essa pergunta.



Em versão ovo de Páscoa, chocolate Surpresa está de volta

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A Nestlé finalmente está atendeu ao pedido da nossa geração saudosista dos anos 80 e 90. Na Páscoa deste ano, vamos poder saborear novamente o chocolate Surpresa.

Além dos tradicionais cards, o ovo ainda virá acompanhado de um álbum com mais informações sobre espécies de dinossauros.



SBT e as novelas infantis mexicanas

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Estava zapeando e parei na emissora. Reconheci que era o remake de Carinha de Anjo, por sinal muito bem produzida e atualizada. Fiquei ainda mais feliz por voltar a ver algo infantil de qualidade na TV aberta, especialmente pela cancha dos nomes que eu percebi nos créditos finais.

Adaptação de Leonor Corrêa (irmã do Faustão), direção de Iris Abravanel (esposa de Silvio Santos) e elenco com Ângela Dip (a Penélope, do Castelo Rá-Tim-Bum), Lucero (a própria atriz mexicana que interpretou Chispita nos anos 80), Silvia Franceschi (a Silvinha, querida e inesquecível assistente de palco dos programas do Gugu Liberato nos anos 80 e 90), Camilla Camargo (filha do Zezé di Camargo), entre outros que talvez não tenha reconhecido no pouco que assisti.



Sabe por que o auditório do Silvio Santos é composto só por mulheres?

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A explicação é bastante simples e foi revelada pelo apresentador Ratinho. Afinal, qual o motivo de Silvio Santos contar apenas com colegas de trabalho do sexo feminino na plateia?

O homem do baú observou que uma mulher fica mais inibida quando está ao lado de um homem. Lembre-se que estamos falando da década de 60. Nessa situação, ela aplaude pouco e não reage com toda a naturalidade, sobretudo em razão dos sujeitos serem, em geral, muito mais comedidos.

Silvio percebeu que, por outro lado, elas entram no “ritmo de festa” quando estão reunidas e deixam de sentir qualquer receio do que a pessoa da cadeira vizinha possa pensar. O resultado é um programa com muito mais alegria e espontaneidade.

Como diz aquela música recente, “se ela sozinha já é um perigo, imagina com as amigas”.

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