Estrela anuncia o relançamento do Pogobol

Uma ótima notícia: vamos saltar para 2019 pulando de Pogobol.

A Estrela resolveu relançar esse clássico. Em duas cores (roxo com amarelo, e preto com laranja), o Pogobol retorna às lojas a partir de janeiro e tem preço sugerido de R$ 159,99.

O brinquedo surgiu em 1987 e logo vendeu 800 mil unidades. Na matemática simples, no mínimo, deve dar em torno de 1 milhão e 600 mil crianças que caíram de bunda no chão. Para não contar os adultos cheios de graça.

Lembro de gurias exibidas que esnobavam a ponto de pular no Pogobol e pular corda ao mesmo tempo. Um nojo!

Nunca o ganhei por dois motivos. Não era necessário, visto que quase todos os meus colegas tinham e emprestavam. E, além disso, admito que eu não tinha equilíbrio para mais do que 5 pulos.

Por isso, quero muito essa nova versão, não apenas para matar a saudade como também para provar que tenho coordenação.

Lembro de outra. Nas aulas sobre planetas, dizíamos que Saturno nada mais era do que um Pogobol gigante perdido no espaço.

A Estrela vai anunciar a novidade durante a Comic Con Experience (CCXP), que ocorre entre quinta-feira (6) e domingo (9), no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo.



Confira as trilhas usadas nas brincadeiras do Fantasia

O Fantasia, do SBT, deixou saudade. Uma forma de relembrar a primeira e mais inesquecível fase do programa, exibida entre 1997 e 1998, é ouvirmos as trilhas originais dos quadros e brincadeiras.

Sei que muitos fãs do Fantasia procuram essas músicas. Portanto, estão aí.

1 – Trilha do tempo (5 segundos)
Música: Sweet Freedom
Artista: Temperton / arr. Starink

2 – Trilha do Pára-bola (apresentação das meninas)
Música: Real Vibration (Want Love)
Artista: Express Of Sound

3 – Trilha do Pára-bola (passando a bola)
Música: Fashion and Clubbing
Artista: Rolf Krueger

4 – Trilha do Jogo de Cartas e Batalha Naval (fundo)
Música: The River Kwai March
Artista: Mitch Miller

5 – Trilha do Jogo de Cartas (misturando as cartas)
Música: Caribbean Dreams
Artista: Rolf Krueger

6 – Trilha do Na Boca do Forno (misturando os fornos)
Música: Cream
Artista: Prince

7 – Trilha do Palavras Cruzadas (abertura coreografada 1)
Música: Can I Touch You… There?
Artista: Michael Bolton

8 – Trilha do Palavras Cruzadas (abertura coreografada 2)
Música: Bodytalk
Artista: Rolf Krueger

9 – Trilha do Fique de Olho (apresentação das meninas)
Música: Tree Frog
Artista: Hope



Nações Unidas: uma das melhores produções do SBT

A nossa casa sempre foi tipicamente gaúcha aos domingos. Ou o pai assava um churrasco ou íamos a uma churrascaria. Apesar de ainda ser bem guri, eu impunha uma condição: “se sairmos de casa, vou perder o Nações Unidas, então temos que deixar gravando para eu assistir na volta”. Só assim, não perdi nenhuma edição do programa que mais me marcou no SBT.

O Nações Unidas permaneceu no ar entre os dias 12 de abril de 1992 e 3 de janeiro de 1993, sempre apresentado por Gugu Liberato. Ao todo, comunidades de 16 países disputavam o grande prêmio do programa: um ônibus rodoviário totalmente equipado (tinha até videocassete) e passagens para o país de origem. Os índices do IBOPE variavam entre 15 e 17 pontos. Além disso, a atração era repleta de bons anunciantes como Arisco, Garoto, Toddynho, Pingouin, Arrozina, Scotch-Brite, Juvena, entre outros.

Japoneses, alemães, austríacos, coreanos, italianos, israelenses, árabes, holandeses, suíços, portugueses, espanhóis, chilenos, gregos, russos, poloneses e húngaros tinha desafios característicos de suas tradições. Por exemplo, lembro que a Holanda tinha a prova da corrida de tamancos; Itália propunha uma teste de quem gerava mais suco após pisotear uvas; Portugal desafiava para uma corrida de caravelas; tinha também prova da Alemanha relacionada a chopp; e assim por diante.

Algumas provas eram fixas, tais como Muro da Perseguição, Personagem Oculto, Rampa da Meleca, Jogo da Memória, Prova da Descendência e Sacos de Ouro, essa com o efeito gerado pela tecnologia do chroma key. As externas ocorriam na sede social do Corinthians com o comando de Ademar Dutra. A trilha musical eram versões de Chariots of Fire.

Tenho orgulho de manter contato com Homero Salles, diretor da atração. Sempre que lembramos algo sobre o Nações Unidas, percebo o orgulho que sente. “Foi o melhor programa que criei, produzi e dirigi na minha vida”, comentou, recentemente, num dos vídeos que postei na nossa fanpage.

Por falar em vídeos, há algumas semanas, foram publicadas íntegras das participações italianas no Nações Unidas. O dono dessas relíquias é Thiago Tomasini, filho de integrantes da equipe que partiu de Nova Trento, em Santa Catarina, para disputar o programa.

“Minha família inteira participou. Meu pai participava das provas externas e minha mãe das provas internas. No primeiro programa que participamos, que foi contra Portugal, eu e minha irmã fizemos a abertura com o grupo de dança típica italiana. No programa em que fomos eliminados, na semifinal contra a Suíça, eu ganhei a brincadeira da Garoto”, comentou.

No entanto, para faturar a montanha de barras de chocolate, ele teve que abrir mão de um outro desejo:

“Eu sempre fui palmeirense, mas também queria ir lá conhecer o Centro de Treinamento do Corinthians. Meu pai quase me convenceu a ir, mas eu quis ficar no estúdio, pois queria ganhar a promoção da Garoto e, naquele dia, acabei ganhando mesmo”, disse.

Além das gravações, Thiago dividiu comigo algumas fotos que guarda dos intervalos do programa.

“Uma vez, segui o Gugu até o camarim e não tinha segurança nenhum. Quando me viram lá dentro, me tiraram, mas o Gugu veio bater a foto comigo”, lembra.

Após final contra a Suíça, quem faturou foi o Japão, graças a uma competente equipe liderada pelo doutor Shudo Yasunaga, que, na época, presidia a Associação Cultural e Esportiva de Maringá (ACEMA). Na verdade, os vencedores fomos nós, os telespectadores, uma vez que fomos brindados com verdadeiras aulas de cultura e conhecimento geral a cada domingo.

Programas na íntegra

Itália x Israel: clique aqui.

Itália x Holanda: clique aqui.

Itália x Portugal: clique aqui.

Itália x Chile, clique aqui.

Itália x Suiça: clique aqui.



Nada era mais adulto do que preencher um cheque

cheque_banrisul

Observava atentamente como os meus pais escreviam sobre aquela folha para seguir à risca quando eu crescesse e chegasse a minha vez. Ao lado do último zero do valor, no topo à direita, recomendava-se acrescentar um sustenido.

Em seguida, escrever por extenso o valor. Parecia tema do colégio: trezentos e quarenta e cinco cruzeiros e oitenta e nove centavos. Após assinar e marcar a data, o pai fazia rapidamente uma série de traços paralelos que davam toda a elegância para aquele rito. “Tem que cruzar”, dizia ele.

Às vezes, o atendente pedia que se acrescentasse no verso o número de um telefone. Quantos cheques sem fundos voaram no mercado até então, embora isso não significasse muito para quem planejava um calote. Em outras ocasiões, o pai pedia para que a pessoa também assinasse atrás. “Tem que endossar”, dizia ele.

O tempo passou e chegou a minha vez. Com 17 anos e após ingressar no meu primeiro emprego, recebi um talão de cheques novinho do Banrisul. Decidi estrear na Manlec, após insistência da mãe em comprar uma escrivaninha nova para o meu quarto. Levei a caneta de casa, afinal seria o ápice da minha fase adulta. Pela primeira vez, aquele garotinho que brincava de Banco Imobiliário assinaria um cheque de verdade. Poderoso? Rico? Que nada!

Esqueci que o meu salário era tão minguado que não foi possível pagar aqueles R$ 350 à vista. Preenchi 10 cheques de R$ 35. O braço cansou, a graça acabou e conheci a verdadeira sensação de que a vida real na fase adulta não é apenas o charme de escrever um papelzinho.

Crédito ou débito? Hoje em dia, até prefiro ouvir essa pergunta.


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