Põe no Google, ou melhor, na Barsa!

Tratava-se de uma coleção de sabedoria. A Enciclopédia Barsa era a fonte dos trabalhos escolares desde 1969, quando foi lançada.

Não custava barato. Herdei do meu primo Digo, que havia ganho uma versão mais atualizada. Ostentar uma Barsa na estante significava luxo.

Se a professora pedia tema de casa sobre a Revolução Francesa, buscava-se no livro com a letra R as informações necessárias. A chance dos demais colegas também terem consultado a mesma fonte eram enormes.

Não há enciclopédia que consiga acompanhar o ritmo e concorrer com a Internet. Hoje em dia, a gurizada chega na escola com os trabalhos copiados da Wikipédia na maior cara de pau. Além de uma referência insegura, os textos são paupérrimos.

Apesar das vantagens da tecnologia, gosto de lembrar do quanto era bom pesquisar na Barsa. O Google do século 20. A vida passava em outra velocidade.



Apresentadoras do Fantasia se reencontram no The Noite

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Danilo Gentili promove o reencontro de apresentadoras do saudoso Fantasia, do SBT. Nesta segunda-feira (6), Jackeline Petkovic, Débora Rodrigues e Amanda Françozo são as atrações do The Noite.

Além do bate-papo, o público vai recordar as brincadeiras de maior sucesso no programa, como Para Bola e Na Boca do Forno. Eis um programa que marcou as tardes do SBT com umas 50 gurias lindas e muitos prêmios em dinheiro.

Atualmente, Jackeline é contratada da RedeTV! e Amanda é da Rede Brasil. Débora compete na Fórmula Truck há quase vinte anos. A cantora Tânia Mara e Adriana Colin também apresentaram a primeira (e melhor) fase do Fantasia.

Fotos: Leonardo Nones/SBT

Fotos: Leonardo Nones/SBT



O cinegrafista que processou Faustão

O Gatinhas do Domingão não passava de uma encheção de linguiça. Cada operador de câmera focalizava a garota preferida. Gaúcho era sempre o penúltimo e recebia atenção especial.

Não sorria jamais. Engolia a seco as gozações de Faustão, que iam de corno à tarado. Sempre acreditei que ele interpretava o papel de sério para dar mais graça ao quadro. Ivalino Raimundo da Silva não suportava as chacotas e insinuações. A paciência torrou de vez em 1995, quando resolveu mover processo contra o apresentador e a Globo.

Pediu 1 milhão de reais. Em entrevista, na época, Faustão mostrou-se surpreso com o ex-funcionário, que, em seis anos no programa, nunca teria reclamado das brincadeiras e que até ajudava a criá-las.

Depois de perder nas instâncias estaduais do Rio de Janeiro, a Globo recorreu ao Supremo Tribunal, que decidiu em favor de Gaúcho. Faustão e emissora foram condenados a pagar-lhe indenização por danos morais (devido à exposição ao ridículo) e materiais (por virar atração sem ser pago para isso). Entretanto, a quantia foi bastante inferior: 150 salários mínimos.

Cá entre nós, Faustão não perde a chance de zoar e criticar colegas ao vivo. Sorte dele que a moda não pegou. Acredito que, hoje em dia, o apresentador converse antes com a equipe, até para evitar surpresas como essas.



Caiu a ficha? Ou caiu o 3G?

Lembra da última vez que você utilizou esse objeto? No tempo dos orelhões e das fichas telefônicas, a comunicação não era nada instantânea.

Depositava-se tal moedinha para obter o direito de tagarelar por cerca de três minutos. Não havia perdão. Ou se inseria outra ou o papo era abruptamente cortado antes do “boa noite” ou do “também te amo”. Porém, nada mais desagradável do que os orelhões que comiam as fichas. Por vezes, tapas e sacudidas resolviam o problema.

É preciso esforço para localizar algum telefone público nas cidades. Servem para deleite de vândalos. Se a campânula estiver intacta, é lucro. Mais ainda se o aparelho não tiver sido furtado.

Um celular pré-pago traz a lembrança de falar com tempo cronometrado. O pós-pago da mesma forma. O famoso “fale grátis por tantas mixarias de minutos” é capaz de provocar contas quilométricas no fim do mês.

A herança foi a expressão “caiu a ficha”, fato que acontecia quando completava a ligação. Até hoje, o termo é utilizado – até por quem nunca a usou – para definir o momento no qual as pessoas assimilam algo.

Como atualizar a frase? Ninguém mais usa fichas na era na qual o que cai é o 3G. Já sei! Moderno agora seria dizer: ficou azul no WhatsApp!


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