O comercial infantil mais apelativo da história

O comercial das tesourinhas do Mickey foi o mais insuportável da publicidade brasileira. Refiro-me a esse menino que, em 1992, repetia insistentemente: “eu tenho, você não tem”.

Poucos lembram, mas a campanha foi logo retirada do ar devido às queixas de telespectadores ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR). Alegavam, e com razão, que era muita covardia contra as crianças.

De um lado, pequenos com a sensação de inferioridade com relação aos demais que tinham a tesoura. De outro, pais que se sentiam coagidos a comprá-la.

Mesmo assim, o comercial ficou tempo suficiente para virar um bordão lembrado até hoje, assim como a vontade de mandar o guri enfiar a maldita tesoura naquele lugar.

Numa aula de educação artística, um coleguinha apareceu com a tal tesoura. Ele repetia sem parar a frase do comercial. Além de se exibir, não deixava que ninguém tocasse naquela preciosidade.

– Eu tenho, você não tem. Eu tenho, você não tem.

Fiz de conta que não dei importância e me concentrei na tarefa que a professora pediu. No final, tirei dez e ele amargou um seis. Não tive dúvida, peguei a folha, olhei para ele, apontei para a minha nota e comecei:

– Eu tenho, você não tem. Eu tenho, você não tem



Álbuns de figurinhas voltaram com tudo em 2016

As figurinhas do Campeonato Brasileiro 2016 estão nas bancas. Quase comprei, afinal, para quem gosta de futebol, é uma diversão que independe da idade. No entanto, o ano promete levar os colecionadores à falência.

Isso porque a Panini lançou também o álbum da Copa América e o da Eurocopa. É quase como uma edição da Copa do Mundo dividida em duas.

Para completar, a novidade inédita no Brasil: o colecionável dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Na capa, aparecem Marta, Anderson Varejão e Daniel Dias.

A coleção reúne 374 cromos oficiais da competição que representam, além de 240 atletas, os símbolos oficiais, as tochas, os ícones de cada modalidade, os mascotes Vinicius e Tom e as arenas.

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A lição do Playmobil do circo

Você lembra de algum brinquedo que sempre desejou e nunca ganhou? A minha grande frustração da infância foi não ter tido o circo do Playmobil.

Custava o equivalente a 500 reais. Vinha com picadeiro, animais, domadores, banda, público. Uma caixa enorme e pesada. Separadamente, ainda se podia comprar palhaços e mais atrações para abrilhantar o espetáculo.

O Playmobil era a sensação. Quem fabricava era a empresa Trol, que faliu e passou a marca para a Estrela. Saiu das prateleiras em 1999. Atualmente, o Brasil importa os bonequinhos da Alemanha e da Argentina.

No entanto, gostaria de fazer uma ressalva. O Playmobil segue sendo vendido nas prateleiras para os pequenos acima de quatro anos. Errado! Deveria estar numa seção direcionada às “crianças” com mais de 30.

Hoje em dia, percebo que não ter ganho o circo foi até bom. Crianças precisam ter limites e aprender que nem sempre se pode receber tudo de mão beijada.

A maior lição eu aprendi com esses simpáticos bonequinhos. Chamo-a de teoria do Playmobil, segundo a qual nada que aconteça irá tirar o sorriso do meu rosto!



As antigas bolachinhas: É São Luiz, é Nestlé!

Não é constatação de quem é saudosista. Definitivamente, os biscoitos não possuem os mesmos sabores de antes.

As embalagens acima são dos produtos da linha São Luiz, fábrica adquirida pela Nestlé em 1967. Por décadas, foram as bolachinhas mais apreciadas pelas crianças. O famoso jingle anunciava: “é São Luiz, é Nestlé!”.

Entretanto, nenhuma dessas marcas saiu de circulação. O que desapareceu foi o nome São Luiz. Isso aconteceu em 2002, quando a Nestlé desativou a unidade e demitiu 900 funcionários. O antigo gosto também foi dispensado.

As recheadas de chocolate e morango são as atuais Bono, que mudaram muito nos últimos anos. O próprio recheio não é mais o mesmo. O biscoito de leite possui uma mistura de mel. A Divertidos virou Passatempo, mas pouco alterou a fórmula.

As históricas Maizena e Maria vencem o tempo e sobrevivem ao mercado. Para a nossa alegria, preservam o sabor. Essas são eternas.


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