O que aprendi com Rosane Marchetti

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Nunca fui colega de trabalho de Rosane Marchetti. Infelizmente. Ela sequer deve lembrar de mim. Entretanto, posso dizer que aprendi com essa jornalista que é referência no Rio Grande do Sul após 31 anos de RBS TV.

Em 2002, quando eu estava no primeiro semestre da faculdade, precisei realizar um trabalho para a disciplina de Introdução ao Jornalismo. A tarefa consistia em visitar algum programa de rádio ou televisão e gravar os bastidores. Escolhi o Jornal do Almoço.

Subi o morro Santa Tereza acompanhado dos colegas Leonardo Bastianello e Jonatan Escobar. Já chegamos com a câmera ligada para filmar os corredores. Quem encontramos primeiro foi Paulo Borges, que, na época, fazia a previsão do tempo. Pediu-nos desculpas por estar com pressa e não poder conversar conosco, enquanto se servia de café na máquina em frente ao estúdio.

Senti que daria tudo errado e que ninguém nos daria atenção. Mesmo assim, fomos até o camarim onde a Rosane estava se produzindo. Com uma simpatia fora do comum, não se importou em dar um depoimento sobre a profissão e a rotina dela. Aliás, pediu para que a funcionária desligasse o secador de cabelos para que não comprometesse o áudio.

Guardo com carinho o que ela me disse e adoto até hoje:

“Se tu passares todos os dias pela mesma rua, teus olhos precisam estar treinados para sempre encontrar algo de diferente nela. Isso vai fazer de ti um grande jornalista”, aconselhou.

De lá para cá, não a reencontrei mais, embora aparecesse diariamente na TV ao lado de Cristina Ranzolin. Mesmo depois do período afastada para cuidar da saúde, Rosane, indiretamente, seguiu dando grandes aulas.

Uma rica lição de que fazer jornalismo é saber contar boas e reais histórias. Começo, meio e fim. Com o coração sintonizado na alma do telespectador, assim como na reportagem do Globo Repórter de sexta-feira passada (17), que marcou a despedida dela da emissora.

Não sei qual o destino da Rosane a partir de agora. O que asseguro é que seguirá sendo exemplo de excelência profissional, além de uma guerreira que não sairá do coração dos gaúchos independente da canopla do microfone.

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‘Nosso Sonho’ faz 20 anos e Buchecha revela segredo

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Claudinho e Buchecha estouraram no Brasil em 1996. O primeiro sucesso, Nosso Sonho, tinha uma letra que despertava curiosidade.

Graças à canção, conheci o nome da maioria dos bairros do Rio de Janeiro. Mais do que isso: reforcei o meu vocabulário. Vinte anos depois, descobrimos que a música também enriqueceu o linguajar do próprio Buchecha.

Em entrevista a Danilo Gentili, o cantor e autor da música revelou que buscou no dicionário as palavras para incrementar os versos:

“Eu falo ‘se o destino adjudicar’, que foi uma licença poética para dizer ‘se o destino permitir’ (…) e até hoje eu consulto o dicionário para fazer as músicas, do contrário vai dar ruim toda hora”, relembrou.

A música também contém desditoso, que significa infeliz, desafortunado.

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Por que o chiclete Ping Pong sumiu do mercado?

Os pais diziam que causava mal para o estômago. Os críticos argumentavam que era duro demais. A verdade é que se conseguia fazer as maiores bolas com o chiclete Ping Pong.

Lembro de pagar 10 centavos pela unidade. Dizia-se que era a goma de mascar mais popular, afinal o Bubbaloo sempre foi muito mais caro. Além de baratos, tinham sabores de tutti-fruti e hortelã. O azul e o verde. Não podiam faltar nos bolsos e nas mochilas.

O Ping Pong vinha com figurinhas colecionáveis. Surgiram, em seguida, os álbuns Recordes Guiness, Copa do Mundo, Pantanal, Rei Leão, Fundo do Mar e muitos outros. Eu nunca as guardava, pois já vinham dobradas.

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Em 2002, após 90 dias de comercialização, a edição com as figurinhas de Sandy & Júnior venderam 160 milhões de unidades, segundo o livro Ora, Bolas! – A inusitada história do chiclete no Brasil, de Gonçalo Junior.

A trajetória do Ping Pong, lançado em 1945 pela Kibon e registrado como o primeiro chiclete a ser vendido no Brasil, teve fim em razão do mercado. O Ploc (da Adams) era mais macio, vinha com adesivos que viravam tatuagens.

Quando as duas marcas foram adquiridas pela Kraft Foods, a empresa optou por manter apenas uma. Antes, porém, lançou uma série de despedida com a embalagem contendo ambas as logotipias.

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Relembre os 12 melhores vilões de Rubén Aguirre

No dia em que lamentamos a morte de Rubén Aguirre, intérprete do professor Girafales, selecionei outros personagens com os quais o ator nos divertiu nos episódios de Chapolin. São eles:

1. Porca Solta (um louco que escapou do manicômio e por isso agride todos aqueles que falam perto dele)

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2. Nenê (também chamado de Shory, é um bandido que aparece em alguns episódios junto de Tripa-Seca e Tonhão)

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3. Poucas Trancas (criminoso capturado pela união de Chapolin e Super Sam)

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4. Matadouro (também chamado de Malote, é o pirata mais cruel depois de Alma Negra)

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5. Shory Ventrilouco (golpista que manipula o Boneco Sinforoso)

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6. Pancho (robô criado para serviços domésticos)

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7. Cientista Louco (sonhava em fazer o transplante de cérebros)

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8. Gigante (aparece na encosta do precipício da cabana para pegar Chapolin)

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9. Symbato Yamasaki (carateca que luta com Chapolin no episódio do honorável medidor de luz)

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10. Falsa Múmia (queria dar um susto na guia do museu como vingança por ela ter rompido o noivado)

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11. Árabe (guia turístico que impede a entrada de Chapolin na pirâmide)

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12. Mercenário (golpista que se passa por tio para tentar arranjar um casamento milionário)

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