O Iguatemi faz parte da minha vida

Um shopping localizado próximo de onde moro, na zona norte de Porto Alegre, e que inaugurou seis meses depois que eu nasci. Conhecer a expansão do Iguatemi é como revisitar a minha infância.

Em todos os 33 anos de história, por exemplo, as crianças aguardam pela decoração de Natal do shopping. Na foto acima, de 1987, apareço bem ao centro, de camiseta azul, conversando com a mãe. Naquela ocasião, houve até neve artificial para completar os efeitos. Puro encantamento!

No ano seguinte, a Turma da Mônica fez show em plena praça de alimentação, localizada no mesmo lugar até hoje. Lembro também das vezes em que eu chorava copiosamente para cortar o cabelo com a tia Elony, no salão que havia no interior da antiga loja Alfred. Creio que Petiskeira, C&A e Safira sejam as únicas que seguem no mesmo lugar desde a década de 80.

Antes das primeiras ampliações, foi no estacionamento de frente à Túlio de Rose que aprendi a andar de bicicleta sem rodinhas. Aos domingos, é claro, quando o shopping não abria. Aliás, o mesmo lugar onde, em 1996, houve uma temporada do Playcenter, com direito ao onipotente e temível kamizake, a novidade da época.

Uma atração que permanece ao longo das três décadas é o relógio d’água. Quem nunca perdeu alguns minutos observando e tentando compreender o funcionamento daquela engenhoca bolada por um francês? O ápice é nas horas cheias, quando os 250 litros daquele líquido verde despencam. Para quem gosta de física, é uma aula sobre vasos comunicantes.

A novidade 2016 são os 110 novos espaços para lojas e serviços, que devem gerar cerca de 2,5 mil empregos. Assim como cada um de nós, os antigos frequentadores, o Iguatemi segue crescendo e evoluindo.

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As semelhanças entre Taffarel e Alisson

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Mais um goleiro formado no meu Internacional é o camisa 1 da Seleção Brasileira. Quando recordo de Cláudio André Taffarel, percebo várias semelhanças entre Alisson Becker e ele.

O tetracampeão é de Santa Rosa, enquanto que a muralha de atualmente nasceu em Novo Hamburgo. Gaúchos que passaram por todas as categorias alvirrubras até se tornarem ídolos.

Taffarel atuou 252 vezes pelo profissional do Inter, entre 1985 e 1990. Embora frequentasse os treinamentos no Beira-Rio desde 2008, Alisson disputou 101 partidas no time principal entre 2013 e 2016.

Ambos fizeram a estreia na Seleção com 23 anos e bem. Taffarel apareceu pela primeira vez na vitória brasileira sobre o Canadá por 4 a 1, em 10/8/87, pelo Pan de Indianapolis. Alisson, por sua vez, brilhou nos 3 a 1 diante da Venezuela, em 13/10/15, pelas Eliminatórias.

Com exatamente a mesma idade, os dois deixaram o Colorado e assinaram com clubes italianos. Em 1990, Taffarel migrou para o Parma; em agosto, Alisson fechará o gol da Roma.

Como preparador de goleiros da Seleção, Taffarel foi quem bancou Alisson, assegurando ao técnico Dunga que havia um novo titular inquestionável para a posição. A nossa torcida é para que siga repetindo os feitos do antecessor.

A seleção canarinho está carente de craques com o nível daqueles de outrora. No entanto, se toda grande equipe começa com um grande goleiro, podemos ficar tranquilos com o trabalho dos dois gaúchos lapidados na beira do Guaíba.

Obrigado, Taffarel! Sai que é sua, Alisson!

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Foto: Rafael Ribeiro/CBF



Vídeo: Smooth Criminal, de Michael Jackson (ao vivo)

Perfeição!

Creio que seja o melhor adjetivo para definir a coreografia de Michael Jackson para a música Smooth Criminal. A minha preferida. Não dá nem para piscar.



Quando descobri que a Vovó Mafalda era homem

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Chega uma fase da vida em que devemos encarar o mundo real. É o momento no qual descobrimos que Papai Noel não existe, que os bebês não vêm da cegonha e, por fim, que a Vovó Mafalda, na realidade, era vovô.

O curioso é que sabíamos da Roberta Close, porém não desconfiávamos da Vovó Mafalda nem mesmo quando ela levantava o vestido e exibia as pernas peludas enquanto cantava Tumbalacatumba Tumbatá.

Além de participar do programa do Bozo, a Vovó ganhou atrações próprias no SBT: Dó Ré Mi (um show de calouros infantis) e a Sessão Desenho. Inclusive, lançou vários LPs próprios.

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Certa vez, assisti a uma entrevista com Valentino Guzzo, um dos gigantes da história da televisão. Reparei que a voz dele soava-me familiar. Até que veio a revelação. Era aquele senhor quem usava o nariz de morango. Caçarola!

O cara fez de tudo: ator, contra-regra, produtor e diretor. Além do SBT, atuou na TV Tupi, Excelsior, Record e Paulista, sendo responsável por programas de Silvio Santos, Chacrinha, Bibi Ferreira, Flávio Cavalcanti, entre outros.

Certa vez, meu pai promoveu um show na praia de Cidreira e Beth Guzzo era uma das atrações. A filha de Valentino veio acompanhada da mãe Cleuza, que possui um astral contagiante. Quem as conhece percebe de onde vinha a alegria da Vovó.

Valentino partiu em 1998, aos 62 anos. Na época, era um dos produtores do Ratinho. Em qualquer homenagem, os colegas falam com muito carinho e saudade do intérprete da vovó que tanto nos fez mais felizes.

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