O Word da nossa época

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Em tempos nos quais não se dispunha de computadores e impressoras, havia uma técnica para padronizar a escrita e evitar garranchos ilegíveis: o estêncil. Gabarito de letras, para os íntimos.

Eram fôrmas de todo o alfabeto, muito usadas para elaborar cartazes. Ao preencher os espaços vazios, formavam-se as palavras. Item facilmente encontrado nas lojas de material de escritório.

Costumávamos fazer a capa dos trabalhos escolares com tais estênceis. Um capricho só. De tanto usar, sobretudo como brinquedo, algumas letrinhas foram desaparecendo. Perdi as letras A e M. Percebi o sumiço quando precisei montar um “TRABALHO DE MATEMÁTICA”.

Todos sabíamos a solução mais simples. Já que faltava o A, usava o V ao contrário. O mesmo truque servia para o M, que bastava riscar o W invertido. Não ficava igual, porém quebrava o galho.

Trabalho em grupo? Eu sempre largava na frente: “deixa que eu faço a capa!”.


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