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A lição do Playmobil do circo

Você lembra de algum brinquedo que sempre desejou e nunca ganhou? A minha grande frustração da infância foi não ter tido o circo do Playmobil.

Custava o equivalente a 500 reais. Vinha com picadeiro, animais, domadores, banda, público. Uma caixa enorme e pesada. Separadamente, ainda se podia comprar palhaços e mais atrações para abrilhantar o espetáculo.

O Playmobil era a sensação. Quem fabricava era a empresa Trol, que faliu e passou a marca para a Estrela. Saiu das prateleiras em 1999. Atualmente, o Brasil importa os bonequinhos da Alemanha e da Argentina.

No entanto, gostaria de fazer uma ressalva. O Playmobil segue sendo vendido nas prateleiras para os pequenos acima de quatro anos. Errado! Deveria estar numa seção direcionada às “crianças” com mais de 30.

Hoje em dia, percebo que não ter ganho o circo foi até bom. Crianças precisam ter limites e aprender que nem sempre se pode receber tudo de mão beijada.

A maior lição eu aprendi com esses simpáticos bonequinhos. Chamo-a de teoria do Playmobil, segundo a qual nada que aconteça irá tirar o sorriso do meu rosto!



O galo do tempo acertava todas!

galodotempo

Não havia Climatempo e o Cléo Kuhn ainda estava começando. Pouco importava. Quem acertava mesmo a previsão do tempo era o galo lá da casa da vó Ninha. O bichinho ficava na estante e mudava de cor de acordo com a meteorologia.

O corpo era revestido por cloreto de cobalto, um sal que reagia com moléculas de água do ar. Por isso, o galo ficava azul quando o tempo era seco e rosa em dias úmidos.

Algumas vezes, senti vontade de arremessá-lo pela janela por ter ficado rosa na véspera das aulas de educação física e dos torneios de futebol do colégio.


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